quarta-feira, 30 de julho de 2014

O início da formação da sociedade brasileira

Conteúdo do 1 ano -sociologia
O Desmumdo - filme completo e dublado


FEIRA CULTURAL - ENSINO MÉDIO



 


Festa Cultural- 2014
O evento será realizado no dia : 20/09/2014, das 11horas às 16 horas.
A Festa Cultural é o evento mais esperado do ano pelos pais e alunos e toda comunidade escolar. Este ano vamos trabalhamos os paises que participaram da Copa do Mundo de 2014, onde deverá ser explorado com muita intensidade por todas as turmas e professores. A nossa festa será um sucesso!!!
Os países que participaram da Copa:

Japão - Maternal
Austrália  - Jardim I
Irã -  3º AnoA  E.M.
Coreia do Sul - 1º Ano EF
Holanda - Jardim II
Itália - 2º Ano EF
Argentina - 3º Ano
Estados Unidos - 4º Ano
Costa Rica - 5º Ano
Alemanha - 6º Ano A
Bélgica - 7º Ano B
Suíça - 8º Ano A
Colômbia - 9º Ano A
Espanha - 1º Ano A EM
Bosnia-Herzegóvina-2º Ano A EM
Rússia - 3º Ano A EM
Inglaterra - 6º Ano Vespertino
Chile - 7º Ano Vespertino
Equador - 8º Vespertino
Honduras - 9º Vespertino
Nigéria - 6º Ano B.
Camarões -  7º Ano A
Costa do Marfim - 8º Ano B
Portugal - 8º Ano C
França - 9º Ano B
Grécia - 1º Ano B EM
Croácia - 1º Ano C  EM
Argélia - 2º Ano B EM
Gana - 2º Ano C EM
México - 3º Ano B EM
Uruguai - 3º Ano B
Brasil - 3º A e B do EM


As matérias que receberão até 2,0 pontos na média são:
Gramática
Redação
Literatura
Artes plasticas
História da Arte
Geografia
História
Espanhol
Inglês
Sociologia
Filosofia

* Até 2,0 pontos na média.

Critérios para avaliação:

- Dança;
- Material / Dinheiro -;
- Artesanatos / Comida;
- Organização.

Observações:
 A montagem das barracas no dia da festa será feita baseando-se nos Continente.
Cada professor conselheiros  orientará a sua turma  a enfatizar  as crenças, hábitos, tradições,  gastronomia, pontos turísticos, artesanato, danças folclóricas, curiosidades,...etc.










LIVRO PARA O PRIMEIRO ANO - O PRÍNCIPE DE MAQUIAVEL

PARA TER ACESSO AO LIVRO, BASTA CLICAR NO LINK A BAIXO, É RECOMENDADO O USO DO DICIONÁRIO NAS PALAVRAS DESCONHECIDAS,
A LEITURA DO LIVRO, SERÁ BASE PARA A AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DO 3º BIMESTRE
BOA LEITURA

http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/principe.pdf

terça-feira, 29 de julho de 2014

1 Ano Sociologia



O Povo Brasileiro 2. - A Matriz Lusa.

Este segundo capítulo, a matriz lusa conta com gravações de Darcy Ribeiro e comentários de Judith Cortesão, Roberto Pinho e Agostinho da Silva.Tem poemas de Camões e Fernando Pessoa declamados  por Tom Zé e uma participação especial de Gilberto Gil, cantando música com versos de Fernando Pessoa e muita coisa dos museus portugueses. Um luxo só.

A matriz lusa. O segundo capítulo do vídeo.

Darcy começa falando dos sonhos do Infante D. Henrique, um rei meio doidão, segundo ele, filho pleno da Idade Média e da revolução tecnológica, na arte de navegar. Este D. Henrique colocou Portugal na vanguarda dos povos e o seu incentivo à navegação e os inventos decorrentes, como o navio com leme fixo, como o barco a velas, equipados com bússola e astrolábio, foram os grandes responsáveis pelo vanguardismo dos portugueses nas navegações. Estas naus tiveram importância histórica maior para a humanidade,do que as naves espaciais dos dias de hoje. Além disso Portugal se transformou na primeira Nação dos tempos modernos.

Portugal, formada por uma estreita faixa de terras premidas entre o mar e a Espanha e, com algo em torno de um milhão, a um milhão e meio de habitantes, para sobreviver, tinha que, necessariamente se lançar ao mar. E fez isso munido com as experiências incorporadas de árabes e de judeus, se fez um país de navegadores e de conquistadores.
Roberto Pinho nos descreve a cultura portuguesa.

A sua origem histórica remete aos fenícios, aos gregos e aos cartagineses e a submissão ao Império Romano. Depois vieram os diferentes povos bárbaros, godos, visigodos e celtas, mas a maior influência caberia aos árabes. Darcy inclusive defende a tese de que Portugal é mais árabe do que latino, destacando para isso o recebimento dos números arábicos, em substituição aos romanos e a obra de Aristóteles e, acima de tudo, o que a visão aristotélica de mundo e de ciência proporcionou. Os árabes formaram um mosaico de mercadores, artesãos e camponeses e deixaram como herança para os portugueses inúmeras coisas como o moinho, o algodão, o bicho da seda, a cana de açúcar e a doçaria, o azulejo e o gosto pela claridade, as varandas. Os traços judeus também estão presentes, preponderantemente com a economia mercantilista.
A presença árabe na cultura lusa. A revolução causada pelo uso dos números arábicos.

A Nação portuguesa  se formou essencialmente no combate com os espanhóis, na luta pela manutenção de suas fronteiras e na luta pela expulsão dos árabes. Já tinham uma língua e acima de tudo e, Darcy faz questão absoluta em destacar, tinha um projeto. Aquele rei meio doidão, também professava uma heresia utópica. Acreditava em três reinos, de acordo com a trindade. O passado longínquo era o reino de Deus Pai, o Antigo Testamento. O reino do Filho era o tempo do Novo Testamento e o futuro seria representado pelo Espírito Santo. E como seria este reino do Espírito Santo? Seria o reino do paraíso terrestre. Atrás desta visão mística existe a ideia de um projeto de Estado. Uma heresia utópica, que foi pesadamente combatida pelo freio do catolicismo.

Agostinho da Silva fala mais desta visão do reino do Espírito Santo, seguramente, uma festa de origem portuguesa. No dia do divino havia um grande banquete e se soltavam todos os presos, simbolizando, exatamente, esta visão de um reino sem males e de fartura, o paraíso terrestre. Com a reação a esta heresia, a festa teve maior permanência no Brasil, longe da vigilância do Santo Ofício. Só que o banquete deveria ser diário e, a não existência de presos, representaria uma ausência de males. Neste reino se cultivaria a fartura, o sorriso e a alegria. Bela utopia inspiradora, que, se não se concretizou, ainda poderá vir a ser uma realidade.
Henrique e o seu sonho de uma república governada pelo Espírito Santo, como um projeto de Estado.

Em Sagres se juntou o saber prático e o saber teórico, se ordenou todo o conhecimento. O empreendimento português não se tornou possível, anteriormente, por causa da Igreja, mas agora com o espírito do renascimento, com as novas tecnologias aplicadas à navegação e com um sentimento de Nação se consolidando, Portugal avança para as glórias da imortalidade. Estabelecimento de feitorias, uso de escravos índios e africanos se tornarão a marca da expansão comercial portuguesa. Portugal se torna o grande entreposto do mundo.

Darcy termina o vídeo com um resgate de memória. Muitos alimentam preconceitos com relação ao fato de termos sido colonizados por portugueses. Uma estupidez. Fomos descobertos pelo povo mais avançado que havia na época e embalados num sonho mirabolante de grandeza, de instituição de um reino novo, governado pelo Espírito Santo, com um banquete, não apenas de um único dia, na sua festa, mas de um banquete, simplesmente, diário, em uma terra sem males. Isto é utópico, mas acima de tudo, muito lindo.



7 comentários:

  1. valew pedraum!!!!
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  2. Obrigada, me ajudou muiito !!
    Responder
  3. Que bom que te ajudou! Fico satisfeito. Muito obrigado.
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  4. Nossa Amei ficou bem resumido, agora é só colocar em prática para poder apresentar amanhã! Obrigada!
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  5. Oi Tatiane. Quero um pedaço da nota. Obrigado pelo comentário. Mas não deixe de ler o Darcy Ribeiro.
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Obrigado pelo comentário. Depois de moderado ele será liberado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DE HISTÓRIA, FILOSOFIA E SOCIOLOGIA PARA O 3° BIMESTRE

CONTEÚDO 3º BIMESTRE
1.    SOCIOLOGIA 1º ANO
A)   Formação da Sociedade Brasileira ( Matriz Lusa e Afro)

2.    SOCIOLOGIA 2º ANO
A)   SOCIEDADE NO MEIO FAMILIAR
B)    VIDA COTIDIANA: FAMILIA, ESCOLA, IGREJA, SHOPPING

3.    SOCIOLOGIA 3º ANO
A)   CAP. 12. AFINAL O QUE É SOCIOLOGIA, PARA QUE SERVE E PARA QUE ESTUDAR SOCIOLOGIA.

CONTEÚDO 3º BIMETRE FILOSOFIA

       1º ANO

1.    PAG. 47 – POLÍTICA E SUA IMPORTANICA PARA O HOMEM CONTEMPORÂNEO
2.    DIFERENÇÃ ENTRE POLITICA COTIDIANA E POLITICA PARTIDÁRIA
3.    O HOMEM COMO O SER POLÍTICO

2º ANO

A)   PAG. 84 – PÓS-MODERNISMO, AS IDEIAS DOS INTELECTUAIS SOBRE O PÓS-MODERNISMO.
1.    NITZSCHE
2.    HEIDEGGER
3.    FOUCAUT

CONTEÚDO DE HISTÓRIA

1º ANO
LIVRO -  3  - I’PAD
a)    ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO
b)    RENASCIMENTO CULTURAL EUROPEU
c)     REFORMA PROTESTANTE E CONTRARREFORMA

3º ANO
A)   CAP. 33 – SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
B)    CAP. 34 – GUERRA FRIA E A DESCOLONIZAÇÃO
C)    CAP. 35 – MOVIMENTOS SOCIAIS E TRANSFORMAÇÕES DOS COMPORTAMENTOS

D)   CAP. 36 – POPULISMO NO BRASIL E AMÉRICA LATINA – ELEIÇÃO DE DUTRA E CONSTITUIÇÃO DE 1946. 

domingo, 1 de junho de 2014

MATRIZ TUPI - SOCIOLOGIA 1 ANO

SEGUE ABAIXO O TEXTO PARA AUXILIO  DA AVALIAÇÃO FINAL DE SOCIOLOGIA DO 2º BIMESTRE

O Povo Brasileiro 1. - A Matriz Tupi.

Darcy Ribeiro abre este primeiro capítulo do vídeo, perguntando se alguém consegue imaginar o mundo, daqui a cinquenta anos, com base na observação do que ele foi, cinquenta anos atrás. Faz isso, alertando-nos de que o futuro precisa ser construído, o futuro precisa ser inventado. Daí fala do primeiro povo componente da etnia brasileira, a nossa matriz indígena, a matriz tupi. Ressalta que o Brasil índio já existia há mais de mil anos no 1500, quando houve o encontro com os descobridores. Destaca que estes índios tinham na alegria e no gozo de viver a sua grande marca.
Matriz Tupi abre o primeiro capítulo do vídeo. Uma maravilho. A harmonia entre o homem e a natureza.
Aziz Ab'Saber e Washington Novaes narram a descrição dos povos indígenas que aqui habitavam, bem como as suas principais características.Os índios basicamente eram os tupinambás. Não havia, no entanto, uma nação tupi, havia uma miríade de tribos, totalmente auto suficientes em sua interação com a natureza. Estavam se iniciando na fase da agricultura, domesticando inúmeras plantas e animais. Conheciam a natureza em detalhes, conhecendo plantas e animais e conhecendo os diferentes usos a fazer. O curso dos rios determinava as suas moradas.
Da convivência com os índios, nasce a dedicação de Darcy a eles e a preocupação em dar um destino ao povo brasileiro, amálgama das miscigenações genéticas e culturais.

Darcy nos fala da matriz Tupi. Conviveu por dez anos com os índios, que se tornaram a sua maior paixão.
Os tupinambás viviam em função das guerras e das festas. A guerra  era por conquista de melhores espaços. Não escravizavam os vencidos, já que não os integravam à sua economia. Incorporavam, isso sim, a sua força e os seus brios, em ritos antropofágicos, o ritual maior de suas festas. Jamais comiam covardes. Não havia pelejas internas, furtos ou brigas. Eram educados para a convivência a partir dos mais velhos. O poder emanava do exemplo, do carisma e da tradição. Jamais se davam ordens. Havia muitas liberdades. Casamentos podiam ser feitos e desfeitos. A homossexualidade não era vergonhosa e não era escondida de ninguém.
O índio busca o máximo da beleza na celebração de seus ritos religiosos. A força da liturgia e do sagrado.

Havia a diferença de gênero. os homens eram educados para as funções da caça e da pesca e para a fabricação destes utensílios, bem como as canoas. As mulheres eram educadas para a tecelagem, o preparo das comidas e das bebidas e das grandes festividades. Não havia praticamente diferenças entre arte e trabalho. Se realizavam nesta tarefa trabalho/arte. Na fabricação dos objetos punham toda a beleza possível e identificavam os artesãos pela beleza de seus trabalhos. O produto de sua arte marcava a identidade do artista. Também não faziam grandes distinções entre esta vida e a outra. A outra, seria uma continuidade do paraíso em que já viviam.

Iniciando o estágio da agricultura, já cultivavam a mandioca (consideravam a não necessidade de seu armazenamento como uma fábula, a de poder guardar esta comida viva), o milho, a batata-doce, o cará, o feijão, o amendoim, o tabaco, a abóbora o guaraná, entre outros, e faziam deles alimentos e matérias primas para condimentos, estimulantes e venenos. Conheciam e interagiam com a natureza, vivendo com ela uma relação tida como edênica.
Chico Buarque lendo trechos do Livro O Povo Brasileiro. É um privilégio ouvi-lo.

O traço mais marcante de sua cultura era a preservação de sua identidade. Na convivência aprendiam a ser índios. Era uma força que brotava de seu interior. A alegria era uma de suas maiores marcas. Viviam fazendo festas, comemorando nascimento, plantio, colheitas e  mesmo rituais fúnebres. Eram implacáveis com os seus inimigos. Na guerra havia honra, uma ética e até uma estética. A morte era natural. A tribo os vingaria. Só não cabia em sua cultura, a desonra, a fuga e a mostra de fragilidades. Darcy narra o encontro com um índio que lhe nomeou mais de 1000 parentes, tal era o valor que davam aos grupos tribais e gostavam de lembrar e serem lembrados pelos feitos em sua vida. Não tinham como se vangloriar de posses, pois tudo era comum.

Tinham tudo, mas nada possuíam. Cultivavam roças próprias, mas a terra era de uso comum. Entre as grandes heranças nos deixaram os deslocamentos rápidos e a convivência com a floresta, o banho diário, a alimentação, mas acima de tudo a sua vida integrada com a natureza e o seu espírito de alegria e predisposição para a festa. Viviam se pintando, se enfeitando, cantando, dançando e brincando. havia ricos rituais para tudo.

Quando viram os colonos chegarem em seu paraíso, imaginaram que eram os deuses que com eles vieram conviver no paraíso. Mal pensaram eles que era uma outra cultura chegando e que faria deles, meros objetos para os seus ganhos em outros valores, os valores cifrados $$$ em pau brasil, cana de açúcar, ouro ou diamantes. Uma cultura que os transformaria em ninguém, palavra que Darcy usa bastante, para designar que  com a soma desses ninguéns é que foi se formando o povo brasileiro e a ele dando identidade. Além de Darcy, participam deste primeiro capítulo, Aziz Ab'Saber e Washington Novaes, que explanam sobre o tema e Chico Buarque de Holanda a fazer leituras. No meu entender, no entanto, a mais bela descrição que Darcy faz da população indígena está em suas Confissões, quando em seu capítulo 4, conta a sua convivência com os índios. Amanhã veremos a raiz lusitana, no segundo capítulo do vídeo